O ex-jogador Afonso Celso Garcia Reis, conhecido como Afonsinho, recebeu em mãos na manhã desta sexta, 1., o título de Cidadão Honorário do Município. A iniciativa é de autoria do vereador Leonel de Esquerda (PT), e foi aprovada pela Câmara Municipal no início de abril.
A homenagem é concedida a pessoas não nascidas na cidade que tenham se destacado por sua atuação pública, cultural ou social para a capital fluminense.
Ídolo do Botafogo, que após se aposentar dos gramados seguiu carreira como médico, Afonsinho foi pioneiro na luta pelo passe livre no futebol brasileiro. Na década de 1970, vigorava a chamada Lei do Passe, que vinculava o jogador ao clube mesmo após o fim do contrato, impedindo sua transferência sem a autorização da equipe detentora de seus direitos.
Foi nesse contexto que o então meio-campista recorreu à Justiça para garantir o direito de decidir seu futuro profissional. Em 1971, ele se tornou o primeiro jogador do Brasil a obter o passe livre, podendo negociar sua transferência sem depender da liberação do Alvinegro, seu clube na época.
A disputa judicial travada pelo craque é considerada um marco nas relações de trabalho no esporte nacional. A mudança estrutural, no entanto, só foi consolidada em 1998, com o fim da Lei do Passe e a criação da Lei Pelé, em que os atletas passaram a ser livres após o término do contrato.

Revelado pelo XV de Jaú, Afonsinho chegou ao Glorioso em 1966. Multicampeão com o manto alvinegro, ele ganhou o Torneio Rio-São Paulo (1966), dois Campeonatos Cariocas (1967/1968), além da Taça Brasil (1968), sendo capitão da equipe na conquista histórica. Após sua passagem pelo Botafogo, ele jogou no Vasco, Santos, Flamengo, América/MG, até se aposentar pelo Fluminense, em 1981.
— Afonsinho ajudou a construir a história do Botafogo, com participação em conquistas históricas. Ele também teve papel relevante em mudanças históricas nas relações profissionais do futebol brasileiro, em uma época que pouco se falava sobre isso – destaca Leonel.












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