O Botafogo viu crescer de forma significativa o impacto do empréstimo feito pela GDA Luma no início do ano. O valor inicial de US$ 25 milhões, contratado em fevereiro para cobrir despesas urgentes da SAF, pode saltar para mais de US$ 55 milhões com a ativação de cláusulas previstas em contrato. A informação foi detalhada pelo “ge”, nesta sexta, 1.
E o ponto central está justamente nessas cláusulas. Segundo o documento ao qual o portal teve acesso, em caso de inadimplência ou descumprimento mais severo — cenário que se encaixa no atual processo de recuperação judicial — o montante devido pode ser elevado de forma automática.
Na prática, a GDA Luma passa a ter direito a 200% do valor emprestado, além da aplicação de juros de 20% ao mês. É um modelo comum em operações de ativos em distress, mas que, no caso do Alvinegro, amplia ainda mais a pressão financeira no curto prazo.
Não por acaso, o empréstimo que inicialmente serviria como solução emergencial virou também um novo foco de preocupação nos bastidores.
Outro ponto relevante do contrato envolve as receitas do futebol. O acordo prevê que valores obtidos com venda de jogadores possam ser direcionados diretamente para quitar a dívida com o fundo — um mecanismo de proteção para o credor.
— “Receitas relacionadas ao elenco do Botafogo não poderiam formar parte do patrimônio da SAF Botafogo em caso de insolvência […] A GDA Luma poderá executar e coletar receitas relacionadas aos jogadores do Botafogo ‘diretamente e fora de qualquer processo de insolvência’” — diz trecho destacado na reportagem.
Ou seja, mesmo em um cenário de recuperação judicial, parte relevante das entradas financeiras do clube pode não passar pelo caixa da SAF.
A GDA Luma, vale lembrar, é uma das interessadas em assumir o controle do futebol do Glorioso. O fundo, inclusive, já solicitou participação como terceira interessada no processo judicial em andamento.
Tudo isso acontece em meio a um contexto delicado — com o clube admitindo dificuldades de caixa, disputas societárias em curso e necessidade urgente de reorganização financeira.











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