Zé Gatinha relembra passagem pelo Botafogo: ‘Poderia ter mais chances’

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Foto: Vítor Silva / Botafogo

A expectativa do torcedor do Botafogo durou mais do que a passagem de Alessandro Scheppa, o “Zé Gatinha”, pelo Clube. Contratado no final da temporada de 2018 para o elenco Sub-20, o atacante acabou no time profissional, já que sua papelada demorou a chegar no Clube, o que impediu a inscrição no torneio OPG.

Por conta do apelido incomum, caiu nas graças da torcida antes mesmo de entrar em campo. Em entrevista exclusiva ao Fogo Na Rede, Zé Gatinha falou pela primeira vez com a imprensa e contou a origem do apelido.

— O meu professor Rubinho, da escolinha Pedra da Cebola, que colocou quando eu tinha 9 anos. Desde então sou chamado assim – lembra.

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Contratado ao Flamengo de Guarulhos, o jogador garante que no Botafogo não foi impedido de usar a curiosa alcunha.

No Clube não falaram nada, mesmo porque, antes mesmo de chegar, eu já estava ciente de que teria que trocar o nome. Mas eu não ligava. Por mim, tanto faz chamar de Zé Gatinha ou chamar de Alessandro.

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Zé Gatinha desembarcou no Botafogo por indicação de Zé Ricardo, à época treinador do Alvinegro.

— Fiquei muito feliz ao saber da proposta do Botafogo. O Zé Ricardo é amigo do Marcelo Marelli, que era meu treinador no Flamengo de Guarulhos. Quando cheguei, treinei um tempo com o Sub-20, o que facilitou a minha adaptação até o profissional.

Passagem sem chances

Pelo profissional do Botafogo, o meia-atacante, que chegou no final de 2018, atuou por apenas 26 minutos, no empate sem gols contra o Bangu, pela segunda rodada da Taça Guanabara de 2019, no Nilton Santos.

Eu acredito que poderia ter mais chances, mas a campanha no final Brasileiro me complicou. O time precisava ganhar os jogos, então não teve como poupar jogadores. Por isso, o Zé Ricardo segurou bastante. Eu entendo ele, mesmo porque eu não tinha muita experiência, estava vindo de um clube pequeno.

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‘Solta o Zé Gatinha’

No Brasileiro de 2018, o Botafogo flertou com o rebaixamento, mas uma arracanda na reta final fez a equipe sonhar com uma vaga na Libertadores. A partir daí, mesmo sem atuar, o jogador passou a ser tratado como um amuleto alvinegro.

Na temporada seguinte, já no imaginário do torcedor, o atacante era pedido nas arquibancadas do Nilton Santos: “Ooo, eee, solta o Zé Gatinha nessa porra”. A pressão, admite, pesou na única partida que fez pelo Botafogo.

— Fiquei bastante nervoso pela estreia, sobretudo por ser num time gigante como o Botafogo e logo após sair de um clube pequeno. A pressão pesou muito no meu jogo contra o Bangu. Mas acredito que se o Zé me colocasse em outros jogos ia me soltar bastante e poderia dar outro resultado.

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Zé Gatinha em atuação pelo Botafogo contra o Bangu, no Nilton Santos. Foto: Vítor Silva / Botafogo

O jogador de 22 anos revela, ainda, que ficou fascinado quando chegou aos profissionais do Alvinegro.

— Fiquei encantado com estádio, com os jogadores que via pela televisão, como o Jefferson. Uma vez fui almoçar, ele sentou ao meu lado. Na minha cabeça, só pensava que um jogador que passou pela Seleção estava sentado do meu lado. Foi algo que me marcou bastante. Além do Diego Souza, Gatito, Luiz Fernando e Leo Valencia.

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Um ano após deixar o Botafogo, Zé Gatinha passou pelo Alverca, da terceira divisão de Portugal, e atualmente está no Primavera, da terceira divisão paulista.

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Foto: Vítor Silva / Botafogo

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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