Rodrigo Capelo vê riscos para SAFs após suspensão de contrato da 777 com o Vasco e cita Botafogo

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Reprodução

Um dia após a Justiça do Rio suspender o contrato da 777 com o Vasco, o jornalista Rodrigo Capelo analisou os riscos para outras SAFs, como a do Botafogo.

— Torcedores de Flamengo, Fluminense e Botafogo podem achar que essa notícia da 777 não tem nada a ver com eles, mas tem. Imagina negociar com investidores que amanhã podem perder esse ativo baseado em argumentos que são controversos. Causa uma insegurança jurídica perigosa. O Fluminense, aliás, está estudando o modelo com a BTG. Enfim, quem perde é o Vasco, o futebol do Rio de Janeiro, o futebol brasileiro – alertou.

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Vítor Silva/Botafogo

O que aconteceu

A 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira, acatou a solicitação do Vasco, retirando assim o controle da SAF das mãos da 777 Partners. O juiz Paulo Assed Estefan assina a decisão em caráter liminar.

Com esta determinação, os dirigentes associativos do Vasco, liderados por Pedrinho, assumem o controle do futebol do clube. Nos últimos meses, tem havido um conflito entre as duas partes.

Situação financeira da 777

O Conselho de Administração da SAF do Vasco é composto por sete integrantes, cinco deles indicados pela 777 e dois pelo clube. Atualmente, os representantes da empresa americana são Josh Wander, Andres Blazquez, Donald Dransfield, Nicolas Maya e Steven Pasko. Esta decisão remove os cinco membros indicados pela empresa, deixando Pedrinho e Paulo César Salomão como os únicos membros remanescentes.

O Vasco fundamentou seu pedido com base no artigo 477 do Código Civil, considerando também as notícias recentes sobre a situação financeira da 777, que está enfrentando processos por fraude nos Estados Unidos.

Além de suspender os efeitos dos contratos, o juiz designou uma empresa independente para realizar uma avaliação econômico-financeira e investigar as transações contábeis alegadas pelo clube.

Desde a posse de Pedrinho, em janeiro deste ano, a relação entre o clube e a 777 deteriorou-se consideravelmente, com o departamento jurídico da associação emitindo duas notificações extrajudiciais contra a empresa americana.

Em uma delas, solicitava garantias para o aporte de setembro, o maior previsto no contrato, cerca de R$ 300 milhões, com correção monetária. Em outra, citava possíveis violações da Lei das SAFs e do acordo de acionistas, devido a uma possível mudança de controle da empresa americana, conforme ação movida por um fundo inglês contra a 777 nos EUA.

Esta semana, o clube entrou com a ação que resultou na remoção da 777, que havia adquirido o futebol vascaíno em setembro de 2022.

Apesar da crise no exterior, até o momento, a 777 está cumprindo suas obrigações com o Vasco. Em outubro de 2023, houve um pequeno atraso no pagamento de R$ 110 milhões. O maior aporte estava programado para setembro deste ano. Em 2023, de acordo com o balanço publicado recentemente, a SAF do Vasco registrou um prejuízo de R$ 123 milhões.

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