Rotenberg confirma interesse do Botafogo em laterais Rafael e Fábio

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Botafogo Rafael Fábio
NICOLAS TUCAT/AFP via Getty Images

Membro do comitê de futebol do Botafogo, Ricardo Rotenberg confirmou o interesse nos laterais gêmeos Rafael (Lyon) e Fábio (Nantes), hoje na França. Em entrevista ao Canal do TF, parceiro do Fogo Na Rede, Rotenberg revelou que ligou para os irmãos.

— O Fábio ficou muito emocionado com a minha ligação. O Rafael disse que também é botafoguense até a alma. Liguei para ambos para dizer que queremos os dois. Mas sabemos que o pré-contrato só pode ser feito a partir de janeiro. No final do ano voltarei a entrar em contato para saber se eles têm interesse. As portas estão abertas. Se amanhã outra gestão não quiser os laterais, posso garantir: esta gestão quer. Queremos Fábio, Rafael e Marcelo. O Mufarrej conversou com ele numa viagem da seleção.

Botafogo Rafael Fábio
Revelado no Fluminense, Rafael é torcedor declarado do Botafogo. Foto: NICOLAS TUCAT/AFP via Getty Images

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Veja mais trechos da entrevista:

Relação com Montenegro

— Orgulho de ser amigo do eterno presidente. O Botafogo teve presidentes espetaculares no passado, como Carlito Rocha, por exemplo. Mas no Botafogo moderno, quem escreveu a história foi o Carlos Augusto Montenegro. Eu tenho minha história no Botafogo, minhas articulações. A reeleição do Maurício Assumpção, o Montenegro estava pedindo voto para ele, mas eu votei no Carlos Eduardo Pereira. Nunca votei no Maurício. Eu e Montenegro somos amigos pessoais. Ele é uma pessoa extraordinária.

Interação com torcedores

— Só acredito em Clube com interação com os torcedores. Se existe um vão entre as partes, nós temos que fazer a ponte. Contribuo para isso e às vezes isso me coloca em maus lençóis, mas o saldo é positivo.

Contratação de Castillo

— Em 2007, todos achavam que precisávamos de goleiro. Mas por um tempo o Cuca (técnico da época) achava que não. No entanto, chegou um momento que decidimos contratar um goleiro. Existia a possibilidade de chegar um argentino, um paraguaio ou o uruguaio Castillo. Ele era a terceira opção, mas acabou sendo a possível trazer. Não acertamos em goleiro naquele ano. No resto, conseguimos acertar. Leandro Guerreiro, Dodô, André Luís, Wellington Paulista. Eu gosto de jogador estrangeiro. O meu ídolo é o Loco Abreu. Um jogador que daqui a 30 anos o botafoguense ainda vai falar. O estrangeiro é interessante, mas a opção do estrangeiro sem dinheiro é complicado.

Mentalidade do Clube

— Público comparece quando você tem grandes jogadores, que chamam torcedor. A minha premissa maior é que o Botafogo tem que ser pensado gigante como ele é. As pessoas pensam que vão equilibrar as finanças com o elenco mais barato possível. Não. Tirando os 10 mil abnegados que vão a todos os jogos, para chegar aos 30 mil torcedores, é preciso ter um time atrativo. A mentalidade precisa ser de um Botafogo gigante. A chegada do Honda, por exemplo, trouxe. Desde a chegada no aeroporto. Esse tipo de ação só ocorre com ousadia. Precisamos ter ousadia, exigência, profissionalismo.

— Como vamos ser ousado sem dinheiro nenhum? O Botafogo não tem dinheiro nenhum. Apesar de sermos o Clube mais pobre da Série A, temos um jogador que participou de três Copas, foi camisa 10 do Milan. Você acha que o Honda veio por quê? Pela torcida e por nossa ousadia. Eu quero morrer rindo pela felicidade do Botafogo. É o meu maior objetivo.

Luiz Otávio

— Não era o perfil de jogador que eu traria. Ele até entrou bem em um jogo. Sou muito franco. Eu estava de férias. Estranhei. Se eu for gastar R$ 300 mil, R$ 400 mil, eu vou usar no Yaya, porque com uma semana no Rio, ele se paga.

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Thiaguinho

— Era um jogador que eu acreditava muito. Ele não vestiu bem a camisa do Botafogo, por bem dizer. Lembro que no Twitter muita gente dizia que era a melhor contratação do Botafogo. Futebol é assim. Você contrata 10 e torce para seis darem certo.

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Conversa com Autuori

— Eu não conhecia o Autuori pessoalmente. Estou impressionado com a capacidade dele de enxergar o todo. Ele e o Renê Weber. Ele chegou e disse algo muito interessante para mim: ‘se tem um jogador que é nota 6, não adianta contratar um nota 7. É melhor adaptar o 6 para que ele renda’. Vamos tentar contratar jogadores que possam elevar o nosso nível.

Matheus Babi

— O agente dele sabe do nosso interesse. Agora faltam detalhes para concretizar, que estariam concretizados se não tivesse tido essa parada no futebol.

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Patrocínio

— Eu levanto a bola do Botafogo. Nunca vou deixar de dizer que o Botafogo não é gigante, marca espetacular. Primeiro porque acredito. Segundo porque nós temos que valorizar o que é nosso. Patrocínio, público no estádio, sócio-torcedor, PPV, aparecem quando você tem um time competitivo. Ano passado fizemos uma série de reuniões. A verdade é que o preço que nossa marca merece assustavam investidores. Lutamos meses por um preço justo. Nós fizemos belíssimas apresentações para o Brasil e fora. Mas os clubes brasileiros estão muito acostumados ao patrocínio público. Todos os nomes que surgiram eram aquém do que queríamos. Com todo respeito, mas a imprensa também mostra muita crise no Botafogo e não faz o mesmo com os rivais.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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