Lazaroni credita vitória do Botafogo sobre Goiás a Barroca

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Lazaroni. Botafogo x Santos pelo Campeonato Brasileiro no Estadio Nilton Santos. 04 de Agosto de 2018, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.
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Lazaroni dirigiu o Botafogo na vitória sobre o Goiás. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.

Sob o comando de Bruno Lazaroni, o Botafogo interrompeu a sequência de derrotas e voltou a vencer no Brasileiro: 3 a 1 sobre o Goiás, nesta quarta (9), no Nilton Santos. Os gols do Alvinegro foram marcados por Gabriel, João Paulo e Leo Valencia.

Ao contrário das últimas partidas, desde o início da partida o Botafogo demonstrou intensidade e poder de fogo no ataque. Não à toa, o Glorioso venceu marcou três gols — o que não acontecia desde o jogo contra o Sol de América, na Sul-Americana. No Brasileiro, o Alvinegro só havia marcado três gols na vitória sobre o Bahia 3 a 2, no Nilton Santos.

Após a convincente vitória, o técnico interino Bruno Lazaroni concedeu coletiva à imprensa e creditou o resultado sobre o Goiás aos jogadores do Botafogo e a Eduardo Barroca.

Confira a íntegra da coletiva:

Como foram os últimos dias de conversa com os jogadores?

— A primeira coisa que conversei com eles é que a gente precisava mudar um pouco em termos de atitude. Não que a gente não tivesse tendo atitude. Contra o Fluminense em diversos momentos tivemos. Era um momento difícil, quatro derrotas seguidas. Passei confiança, mostrei coisas boas que eles fizeram na competição e dentro disso resgatar um pouco do espírito do Botafogo dos últimos anos: de aplicação tática, marcação.

Já te passaram que o Valentim será o novo técnico?

— Não me passaram nada a respeito disso. Mas se for realmente o Valentim, vou ficar feliz. Já trabalhei com ele, é uma enorme satisfação. É muito capaz. Vou estar junto com ele da mesma maneira que estava com Barroca.

O que o time fez de diferente hoje?

— Esta vitória é muito do Barroca também, porque não tem nada de diferente, porque a ideia é dele, a equipe que ele montou. Só precisava resgatar um pouco da confiança dos jogadores, mas é mérito dos jogadores e do Barroca.

O que mudou hoje que não vinha acontecendo?

— Acho que a gente aproveitou as oportunidades. Nos outros jogos a gente não foi tão feliz. Hoje nossa bola parada entrou. Teve um momento no jogo que a gente tomou o gol e logo depois ampliamos e deu uma acalmada. Foram essas situações que nos levaram à vitória com um pouco mais de tranquilidade. Passamos por um momento dentro do jogo que a equipe oscilou na parte técnica, e aí a torcida foi muito importante. Ela jogou junto. Isso foi um fator diferencial para nossa vitória.

Houve conversa com a diretoria sobre a escolha de um novo técnico ou você acreditava que poderia permanecer?

— Não. As coisas na minha vida sempre aconteceram naturalmente. Quando as pessoas entenderem que eu estou no momento certo, elas vão chegar nesta conclusão e vão tomar esta decisão. Sou muito tranquilo quanto a isso. As coisas têm o seu tempo. Eu não tenho problema nenhum de retornar para ser auxiliar.

Este então não é o momento certo?

— É, se a diretoria chegar ao acordo com o Valentim, é o momento certo de voltar ao trabalho junto, integrado, como estava com Barroca e qualquer outro profissional. Estou aqui para facilitar a adaptação, transição. No caso do Valentim não tem tanto a questão da adaptação. Não sei nem se está acertado, estou comentando o que vocês estão falando. Ele já conhece o clube, a maior parte dos jogadores.

O quanto o resultado foi importante?

— Foi fundamental. Mérito total dos jogadores e, repito, do trabalho que vinha sendo desempenhado pelo Barroca. Era uma equipe que estava sem confiança pelo momento, tanto que eu pedi para eles bastante simplicidade. Até fugi um pouco da característica da equipe.

Vitória importante para enfrentar o Palmeiras?

— Toda vitória é importante, ainda mais no momento que vínhamos de derrota. É uma grande equipe. A gente vai ter quatro desfalques por conta de cartões. Todos treinam da mesma forma, a competição existe. A gente passa as mesmas informações para todos. É natural que quem está fora já esteja preparado.

Você viu um time querendo mais o ataque?

— Foi uma coisa que cobrei: preencher a área, fazer o cruzamento, finalizar de fora da área. Foram situações que conversei com eles para executar. Isto até para gerar mais confiança na equipe. É mérito total deles.

Qual a diferença básica do estilo de trabalho do Barroca e do Valentim?

— É muito difícil isso. Vai me comprometer. A ideia central não muda muito, da forma de jogar, de pensar o jogo. Até porque o momento que o Valentim estava aqui, o Barroca era o técnico do Sub-20 e eles conversavam bastante. Às vezes é um pouco da característica de uma situação ou outra, mas no geral é bem parecido. Tenho certeza que ele vai dar sequência ao trabalho do Barroca.

Desfalques contra o Palmeiras

— Não procuro enaltecer quem vai ficar de fora. Prefiro dar confiança a quem está de fora. Quem vai entrar vai tentar fazer o melhor. Não tem muito mistério. É a oportunidade que muitas vezes eles estão esperando.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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