A venda das ações do Lyon por parte da Eagle Football travou o acordo com a SAF Botafogo. De acordo com o site GE, nesta quarta, 18, as negociações que vinham sendo conduzidas entre o Glorioso e o clube francês sofreram uma reviravolta e um eventual acordo “volta à estaca zero”.
Segundo a publicação, Botafogo e Lyon mantinham conversas para tentar chegar a um entendimento financeiro, com participação da Ares, principal credora da Eagle Football. O objetivo era encontrar uma solução para encerrar pendências entre os clubes originadas durante o período do chamado caixa único da rede multiclubes.
No entanto, o cenário mudou após Michele Kang assumir o controle das ações do Lyon que pertenciam à Eagle.
Agora, a GDA Luma, grupo liderado por Gabriel de Alba, precisará concluir a compra dos 90% das ações da SAF do Botafogo e, posteriormente, negociar diretamente com Michele Kang, atual presidente do clube francês.
Segundo apuração do GE, a expectativa é de que Gabriel de Alba e Michele Kang iniciem conversas em breve. Entretanto, essas negociações só devem avançar após a concretização da venda da SAF alvinegra, movimento que pode acontecer já na próxima semana.
Vale lembrar que o Botafogo sustenta ter valores a receber do Lyon como compensação por operações realizadas durante a gestão integrada da Eagle Football. Esse tema vinha sendo tratado diretamente entre representantes do Alvinegro e do clube francês antes da mudança de controle.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Também acumula formação de peso: NYU Stern, Columbia e estudos avançados em Harvard. Hoje, preside conselhos e participa ativamente das decisões estratégicas dos ativos sob gestão.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.











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