Com direitos políticos restabelecidos na SAF Botafogo por decisão judicial, John Textor se prounciou. Em nota enviada à “Arena Alvinegra”, nesta quarta, 24, o estadunidense disse ter um investimento de 25 milhões de dólares imediatos e mais 50 milhões de dólares de uma “grande organização europeia do futebol”.
Nota oficial de John Textor
“A gestão financeira e esportiva bem-sucedida do nosso negócio SAF está bem documentada em nosso relatórios anuais publicados de 2022 a 2025. As pessoas não devem esquecer a dura interrupção dos meus controles de gestão em julho de 2025, quando Ares, Michele Kang e Eagle Bidco recorreram aos tribunais para bloquear capital.
Para reiterar, se não fosse a obstrução do Clube Social, que votou pela falência do clube na casa do presidente na noite de quarta-feira, 28 de janeiro, a SAF Botafogo teria entrado em fevereiro com um saldo de caixa de 65 milhões de dólares e nunca teria enfrentado outro transfer ban, nem teria entrado em recuperação judicial.
Daqui para a frente, o tribunal decidiu que eu seja imediatamente reintegrado à liderança. No meu primeiro dia de volta, estou me comunicando com todos os membros da equipe de gestão e com nossa equipe jurídica para definir o caminho a seguir.
Hoje, pedirei aos advogados da SAF que auxiliem imediatamente na documentação de um investimento de 25 milhões de dólares, ao ser aprovado pelo tribunal, para que os recursos possam entrar rapidamente no clube. Esse investimento será seguido por um aporte adicional de 50 milhões de dólares proveniente de uma grande organização europeia do futebol.
Também entrei em contato com o Clube Social para garantir que cessem todas as obstruções, pois acabei de tomar conhecimento de que eles estão entrando em contato com minhas fontes de capital e pedindo que não financiem a SAF Botafogo. O tempo da obstrução do clube social acabou. A maioria dos associados do clube social deve se levantar contra sua liderança e permitir que nosso clube de futebol siga em frente.”

Retorno provisório
Apesar da liminar que reconduziu Textor ao comando da SAF, a diretoria do Botafogo acredita que a decisão será revertida por não ser do Tribunal Arbitral. Com isso, a GDA Luma tem caminho livre para assumir, de fato, o futebol do Glorioso.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Também acumula formação de peso: NYU Stern, Columbia e estudos avançados em Harvard. Hoje, preside conselhos e participa ativamente das decisões estratégicas dos ativos sob gestão.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.











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