VP de Esportes Gerais sonha com volta do vôlei do Botafogo em 2021

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Botafogo vôlei Superliga
Botafogo x Blumenau pela Superliga B no Ginasio Oscar Zelaya, General Severiano. 14 de Abriel de 2019, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.
Botafogo vôlei Superliga
Botafogo conquistou a Superliga B de vôlei ao vencer o Blumenau, em abril deste ano. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.

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Alexandre ainda pregou razoabilidade para lidar com questões do Botafogo.

— Ainda que os jogadores, hipoteticamente, quisessem jogar de graça, não temos condições de arcar com os custos que a Liga A nos obriga — viagens, hospedagens, alimentação, custos da quadra, que é um piso especial que precisa ser montado e desmontado todos os jogos, iluminação. Como é que a gente entra numa competição sem conseguir arcar com esses compromissos? Tomamos a decisão de não poder jogar. Te garanto que não há ninguém mais chateado do que eu. Quem me conhece dentro do clube sabe o que fiz para jogarmos. Graças a Deus a minha esposa não escuta rádio, para ela não descobrir o quanto eu já gastei para poder tentar fazer isso. Não me arrependo não. Gastaria tudo novamente pelo Botafogo. Em qualquer modalidade. Mas chega uma hora que a gente tem que ir além da paixão, tem que entrar com a razão.

Confira outros pontos da entrevista:

Base de vôlei

— As categorias continuam. Não temos pretensão nenhuma de acabar.

Como a CBV recebeu o comunicado do Botafogo?

— Tanto a CBV quanto a Federação do Rio de Janeiro que é responsável pelo Campeonato Carioca ficaram muito tristes. O Botafogo é uma potência no vôlei, é o time que tem mais título de vôlei no Rio de Janeiro. Mas eles entenderam também a nossa situação atual. As penalidades de entrar numa Superliga e não conseguir finazá-la são muito maiores do que se a gente não jogar a competição. Teríamos que ressarcir todos os clubes que jogamos contra, porque as partidas que atuamos são como se não tivessem existido. Tem a TV, os patrocinadores, N coisas que se você assume. Uma coisa é a gente não querer fazer o vôlei, outra é não poder. Querer, eu quero demais. Se hoje chegar alguém na minha porta aqui batendo e oferecendo R$ 2 milhões, a gente faz o vôlei.

Existe a possibilidade do Botafogo voltar ano que vem?

— Total. E a nossa busca vai ser correr atrás desses patrocínios para voltar o vôlei do Botafogo.

Já em 2020?

— Na verdade, nós temos uma penalidade por termos pedido a exclusão das competições. Então 2020 não podemos jogar. É voltar 2020 para jogar 2021.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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